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Quando usar Freemium no seu negócio.

Sendo bem superficial, dá pra se tirar valor de uma conexão/transação de várias formas. Pra uma única operação do usuário(cliente final) com o produto/serviço oferecido no site temos: % em marketplace > Mais »

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Facebook – O Maior Copycat de Todos os Tempos

O título deste post é mais uma provocação aos inovadores puristas. Confesso que eu mesmo era um deles e acabei virando a casaca após muita pesquisa e reflexão. Percebi que mais importante Mais »

Quando usar Freemium no seu negócio.

scale

Sendo bem superficial, dá pra se tirar valor de uma conexão/transação de várias formas.
Pra uma única operação do usuário(cliente final) com o produto/serviço oferecido no site temos:

% em marketplace > subscription > freemium > advertising

Só que há outros componentes a serem considerados na equação da receita para gerar um modelo de negócio viável.

aproveitando a sequência acima temos:

  • Necessidade de ter escala (eye balls) aumenta da esquerda pra direita.
    • % em marketplace < subscription < freemium < advertising
  • Recorrência do usuário vai do meio pras pontas.
    • subscription = freemium > advertising > % em marketplace 
  • Mão-de-obra (pessoas trabalhando na empresa) diminui da esquerda pra direita.
    • % em marketplace > subscription > freemium > advertising 
  • Custo de aquisição de usuário diminui  da esquerda pra direita.
    • % em marketplace > subscription > freemium > advertising
  • Entre outras características.

Classicamente, temos o ecommerce usando predominantemente o lado esquerdo da sequência e do lado direito dominado por sites que geram tração espontânea, geralmente, voltados a entretenimento ou sedimentados no conceito de social graph ( aproveitamento sinérgico do valor da rede)

As disrupções acontecem quando jogamos a nossa ideia de produto ou serviço de um lado pro outro nesta sequência e ajustamos as variáveis que compõe a equação da receita mencionada acima. O desafio maior é que juntamente com a equação da receita também é necessário mudar vários outros aspectos do negócio. Os mais antenados em modelos de negócios já devem estar pensando no business model generation. É uma abordagem que eu gosto muito, mas aqui vou ficar só com uma exemplo prático que dá uma noção bem boa do porquê ser difícil fazer modelos diferentes dos já existentes.

Na mídia impressa, por exemplo, há o modelo de subscription e modelo de advertising. Um número antigo que eu tenho de cabeça é o investimento de marketing ser o custo de 7 meses de assinatura para cada plano anual.  Vejam que o custo de marketing para fazer aquisição de usuário representa uma porcentagem bem grande do faturamento total. Assim, poderíamos propor um novo modelo para atrair mais pessoas, baixando o preço de uma revista, ou melhor, oferecendo ela de graça para que aumentasse bastante a quantidade de leitores, o que chamaria atenção dos anunciantes e estes estariam dispostos a pagar mais por publicidade, fechando a conta. E por que fazer esta nossa nova revista de forma impressa? Vamos ter somente a versão digital, sem papel impresso, sem logística de distribuição, cortando o máximo possível do que é contabilizado nos custos fixos.

Esta nossa nova revista tem modelo de negócio diferente do vigente, mas reparem que eliminamos boa parte do que hoje são considerados ativos de uma editora, dificilmente “fecharíamos a conta” partindo de uma estrutura já estabelecida. Por isso sobram muitos espaços para blogs crescerem com uma equipe enxuta e irem se especializando na medida em que o fluxo de receita também aumenta.

Mexer com conteúdo também requer uma atenção bem especial, pois não dá pra aumentar o público fazendo continha de regra de três. É necessário formar o leitor, trazer gente com certo conhecimento e padrões de comportamentos que se adequem ao plano editorial. Em resumo, é uma merda que quanto mais mexe, mais fede.

E leitura faz parte de uma atividade opcional no nosso dia a dia. Onde eu vejo mais oportunidade de ser implementado Subscription ou Freemium  são em otimizações de tarefas corriqueiras ou digitalização de comportamentos recorrentes. Isso vale para se trabalhar com empresas ou pessoas.

Decidir em relação a Subscription e Freemium é além da estratégia uma questão de conta de matemática. A parte free é vista como um investimento em marketing para conseguir novos usuários e despertar o interesse dos usuários recorrentes na utilização de novas funcionalidades pagas, como efeito colateral da parte free deve ser investido mais em infraestrutura e suporte além de que o serviço/produto oferecido deve ser o mais simples possível, quando comparado com 100% subscription.

Ilustrando:

Freemuim: 1.000.000 de usuários sendo 50.000 pagantes (5%) com custos de infraestrutura e suporte superiores ao subscription.
Subscription: 50.000 usuários pagantes com custos de marketing  superiores ao freemium.

Agora, o que é mais fácil? Conseguir 1 milhão de pessoas com interesses genéricos/comuns ou  50.000 com uma necessidade específica?  - A resposta não é fácil

Subscription como SAAS é modelo certo pra B2B, ainda mais no Brasil, porque ninguém mais está disposto a pagar licenças altíssimas logo de cara.

O que vejo dando certo de Freemium são:
1) B2C : “serviços voltados para as massas” onde o usuário tem uma necessidade recorrente e pra vida inteira. Exemplo: Evernote

2) B2B: serviços que apesar de serem para empresas podem ser encarados como B2C por endereçarem uma quantidade absurda de empresas ao oferecer um serviço flat/padrão para diferentes segmentos de indústrias. De modo geral vemos que os módulos de um ERP quando separados se encaixam tanto pra Freemium quanto pra Subscription. Temos casos de CRM, email marketing etc.

O Freemium  numa ampla perspectiva pode ser ainda:
- sobre o mesmo segmento de clientes oferecendo alguns upgrades na conta.
- Ser de modo indireto, podendo ser para o mesmo segmento de clientes, mas oferecendo serviços conjugados…exemplo eu não pago nada pro google como usuário, ou mesmo pra usar o google apps, no entanto pago como anunciante em adwords.

No Freemium eu pensaria de modo mais objetivo assim: encarare o custo da parte free como investimento de marketing e a parte premium (paga) o que cobre tudo e dá lucro. Parece óbvio, eu sei. Mas é onde vc começa a colocar as bagunças nas gavetas certas para conseguir medir depois.

Tenha isso em mente quando meter a mão num Canvas de modelo de negócios

Qual a melhor hora para receber um investimento?

Em recente artigo do site Exame foi respondido a uma dúvida bastante normal dos empreendedores que é:
Qual a melhor hora para receber um investimento?

Num grupo de discussão do facebook dei a minha opinião, a qual reproduzo aqui no blog.

já peço desculpas antecipadas pelos errinhos do nosso português, só dei um copy/paste.  Segue:

Achei o post bem superficial e generalista, o que é totalmente válido para o veículo de massa a que se destina. Mas estando num grupo nichado de founders creio que a melhor resposta é um grande de um “depende”.
Concordo 100% com a parte final, que diz “investimento não pode ser um fim em si”. Exato, deve fazer parte da estratégia dos empreendedores para gerir o crescimento da startup de maneira sustentável e acelerada, ou mesmo, aceitar um investimento de maior risco em troca de uma % maior se estiver se propondo a uma inovação inventiva, aquela não incremental.
Depende ainda do segmento que se pretende atingir, timing do mercado, janela de oportunidade etc.

Quebrando em categorias, vejamos o cenário no Brasil para investimentos em:

1 – E-commerce

O que vemos majoritariamente acontecendo são empresas formadas por pessoas com MBAs das TOPs universidades. Estes pegam muito capital antes mesmo de começar a operação. Também há empresas de lojas “brick and mortar” que conseguiram bancar a operação online até ganhar escala e deixar de ser uma lojinha dentro do mercado livre. Em ambos os casos, o investimento chega numa boa hora porque o business é de capital intensivo ( estoque, capital de giro etc).

2 – Startups de pequeno faturamento

*até 200 mil de faturamento por ano e um tempo de estrada

Nestes casos o faturamento vem principalmente de serviços de consultoria/desenvolvimento B2B e eles deixam um produto como pet project que cativam na esperança que magicamente dê certo. Empreendedores não conseguem se dedicar fulltime ao projeto, pois dependem dos outros serviços para se manterem. Acho extremamente válido um investimento neste caso, pois montar um time coeso, mesmo pequeno, gasta-se muita energia e leva-se um tempão pro entrosamento. O grande “Porém” destes casos é que estes empreendedores não vêm das TOPs, estão fora do radar dos VCs, são caras que construíram suas empresas com suor e sangue, não têm relacionamentos fortes. E não têm o mindset da escala que um VC precisa pra multiplicar o capital like crazy, estes empreendedores são muito sentimentais, ligados umbilicalmente ao negócio e quase sempre acham que um “externo” está xeretando o negócio e está dando palpite onde não deve.

3 – Startups com faturamento maior que 500 mil

Empresas que faturam mais de 500K estão sendo avaliadas por fluxo de caixa descontado tradicional e investidores não estão pagando prêmio algum, há um descompasso em relação a expectativa do upside. Conheço uma empresa de games com uma equipe muito boa que estava sendo avaliada por um VC durante muitos meses e este não chegava a nenhuma conclusão, neste meio tempo a empresa estorou e fecharam com outro deal numa condição 10x melhor. Games é uma exceção mesmo dentro do digital porque o ciclo é ainda mais rápido, mas para outros segmentos é muito normal VCs ficarem cozinhando os empreendedores por meses a fio. Há um despreparo por parte de muitos VCs também, por serem muitos generalistas eles acabam tendo um comportamento do tipo “esperar a empresa cair no colo deles” pra depois analisar. Se fossem mais diretos, com os mercados específicos que pretendem atingir, faixa de investimento pretendida etc. Fariam um estudo bem mais completo dos macro cenários e poderiam avaliar bem mais rápido os investimentos, não fazendo o empreendedor de bobo.

4 – Startups vindo de fora

Há uma proliferação de “multinacionais” digitais crescendo assustadoramente no nosso nariz, são de dois tipos, as que fazem a operação, inclusive tecnologica, no Brasil e exportam os recursos. E aquelas que só têm o braço comercial, pior dos casos. Há as exceções, como gringos que vêm pro brasil pra efetivamente empreender e se estabelecer por aqui, deixando o recurso no nosso solo e reinvestindo ele. Se vc é um empreendedor tupiniquim e se vê lidando com os gringos do primeiro grupo, que são polvos gigantes com seus tentáculos no Brasil, vai precisar de grana.

5 -  Janela de oportunidade

Em períodos de incerteza vc tem que estar bem preparado, e estar capitalizado neste caso é uma ótima opção. Entrevistando empreendedores vi que em muitos casos os caras pegaram um bolada imediatamente antes da bolha que era pra durar 6 meses e quando a bolha estorou souberam reduzir custos extras previstos e fizeram o dinheiro render por anos. É o caso do Buscapé, por exemplo.

E há diversas outras situações.

obs* Agradeço ao amigo Ronaldo Bahia que deu editada no texto. Tks man!

Por que abrir uma startup S.A. sociedade anônima?

Recebi por email várias dúvidas e também muitas perguntas em rodinhas de empreendedores relacionadas com o fato do Helpin ser uma startup constituída como sociedade anônima fechada, uma S.A. Perguntam se é melhor ou pior, mais ou menos trabalhosa que uma empresa Ltda.
Bom, quem já acha que é muito burocrático abrir um Ltda, vai se surpreender com a quantidade de papéis para uma S.A. e ainda por cima ter que entregar periodicamente uma série de relatórios, ser auditado, informar aos sócios e ao mercado fatos relevantes entre outros.
Conversando com amigos que trabalham em Venture Capital a maioria disse que é sim mais trabalhoso o dia a dia de operar um S.A.,  mas que no fim vale pela transparência e por ser muito mais fácil fazer algum tipo de movimento externo: levantamento de fundos, compra ou venda de empresas etc.
Nós ainda não colhemos os principais benefícios deste tipo de empresa, exceto pela maior credibilidade auferida, relacionada ao fato de se querer esta transparência. Tem dado um trabalhão manter tudo em dia, estamos aprendendo bastante.
A decisão de ser um S.A foi da 21212, o Helpin nem meteu muito a mão nisso ainda, aliás a parte jurídica e contábil talvez seja um dos grandes trunfos do programa de aceleração, uma vez que a Natalie Witte é uma advogada super atenciosa e workaholic, nos ajudou muito. E a parte contábil temos a assessoria do escritório VVA que cuida/cuidou das contas do Peixe Urbano, Camiseteria e outras empresas digitais. Esse povo sabe o que faz.
Assim, minha dica seria a seguinte: se forem 2 ou 3 pessoas trabalhando de alguma starbucks ou garagem para constituírem uma empresa nem deve passar pela cabeça abrir um S.A se preocupem em desenvolver um produto/serviço de valor, não gaste tempo em tentar ganhar vantagem por via indireta. Deixe estes ganhos e decisões mais complexas para medida em que o time crescer e a estrutura pedir novos parcerios. Estes farão parte da sua empresa e têm total interesse em contribuir com as melhores práticas e expertise que possuem.
Otimize seu tempo para poder procurar pessoas incríveis para jogar em todas as posições do seu time: desenvolvimento, SAC, vendas, financeiro, investidores, mentores, contador, advogado etc. Jogue na sua posição e deixe os outros jogarem nas deles.

Mas se estiver convencido de que quer abrir uma S.A. aqui embaixo vai poder conferir a parte técnica do processo. A apresentação foi feita pela Natalie Witte, advogada da 21212.
Enjoy it!

Essa eu não esperava. Na USP tão ensinando modelos de negócios com modelagem canvas.

Fico muito contente de fazer parte de uma juventude engajada no empreendedorismo e que com poucos recursos conseguem gerar valor e passar adiante mensagens muito bacanas.

O vídeo abaixo foi feito pela turma do 1o. semestre de 2012 do
curso de Empreendedorismo e Criação de Plano de Negócios da Escola Politécnica da USP.

Isso mesmo! A turma está utilizando a modelagem do Canvas para discutir de forma dinâmica a confecção de um plano de negócios. Como podem ver, temos umas ilhas de inovação e até uma certa vanguarda de empreendedorismo mesmo em uma universidade mega tradicional, pra não dizer retrógrada :)

O empreendorismo é pra valer, peguem seus “post-its” e inventem a próxima grande coisa. Deixem o tal do Zuckerberg com inveja!

Brazilian Startup DealBook – How Much?

O Diego Gomes popularizou as informações sobre acontecimentos de transição em startups em sua belíssima compilação Brazilian Startup DealBook

Um fato que sempre me intriga e desperta interesse é o “How Much”, ou seja, o quanto foi envolvido monetariamente naquela operação. Esse interesse ocorre por duas razões, a primeira é por pura curiosidade e a segunda é saber da estrutura de capital que foi necessária para trazer e manter talentos bem como insumos que possibilitaram a startup chegar num outro patamar.

É com foco na segunda razão que compartilho algumas dicas a seguir

Uma informação bacana de ter dos concorrentes é saber o quanto eles estão capitalizados. Nos EUA, o SEC guarda e disponibiliza algumas destas informações. É onde os sites Techcrunch & Cia buscam seus furos de reportagem.

No Brasil, dei uma pesquisada e embora não seja acurado a junta comercial disponibiliza informações contidas no NIRE sobre o capital total das empresas.

Se fizer sentido, deem uma olhada. Além de informações dos concorrentes, dá pra saber ou inferir:

-Tamanho dos fundos em Delaware.
-Saber tamanho do portfólio dos potenciais investidores.
-Acompanhar uma rodada series A.
-Valor total de aporte numa empresa tupiquim.
-Entre outros.

Tenho obtido informações relevantes e outras curiosidades mesmo. Exs:

Helpin | Boo-Box | Groupon | Navegg | Meu carrinho | Via 6

Update:
recebi outra dica quente pra obter informações. É o site http://www.formds.com

Matéria do Globo News sobre o processo de aceleração do Helpin e as demais empresas da 21212

“Pitch” do @help_in no Demoday da 21212

É mentira que no Brasil não tem bons empreendedores #bullshit

Tenho ouvido um discurso frequente de que no Brasil faltam bons empreendedores. E o que é pior, isso sendo dito por VCs que deveriam instruir o mercado ao invés de ficar criticando, vejo até mesmo empreendedores replicando este discurso bobo. Vou lhes dizer que isso é mentira, bullshit, coisa de quem tá com preguiça de fazer seu trabalho e encontrar boas oportunidades.

É mentira das grossas! O que existe é uma total falta de alinhamento de expectativas. A maioria dos VCs estão interessados em negócios com retorno de curto prazo e fácil mensuração como ecommerce ou de características bastante comerciais em B2B. E isso deixa de fora uma molecada ávida por inovar, empreender e que dariam o sangue para fazer seus negócios prosperarem, mas que hoje não recebem a devida atenção. O que dizer dos moleques que fundaram o Buscapé e Apontador quando ainda tinham espinhas na cara? Teriam eles trezentos anos de experiência e um título de MBA em Harvard obtidos em uma vida passada? NÃO – eles cuidaram de fazer o que sabiam e foram suportados por pessoas incríveis no meio do caminho. É isso que um VC deveria estar fazendo, e não ficar por aí maldizendo dos empreendedores.

Vou citar alguns exemplos de pessoas incríveis que estão no meu dia a dia e que independente do maior ou menor grau de maturidade transformam o ambiente onde estão inseridos. Trazem muito resultado com recursos superotimizados. Eles são gente que faz!!!

Plataformatec, que antes de ser plataforma era o pagestacker, projeto sonhador de alguns politécnicos que queriam competir pau a pau com o delicious e se tornar o melhor e maior bookmark do nosso globo. Papo vai, papo vem não conseguiram levantar voo de cruzeiro com o projeto, só um voo de pato , ganharam prêmios internacionais e conquistaram ardorosos fãs na blogosfera, mas estes últimos até hoje mal se sustentam, quem dirá teriam condições de bancar servidores e as refeições daqueles estudantes. Mas os jovens da plataforma não desistiram, formaram a Resistência nesse país de condições de merda. Foram capazes de seguirem adiante, construindo tijolo a tijolo uma das equipes de desenvolvedores mais admiradas e invejadas no mundo. Sim, meus senhores, no mundo. Pra ter noção do calibre dos garotos, o líder de desenvolvimento da turminha é também um dos manda-chuva do Rails, faz parte do rails core team. Vai no github, digita plataformatec na busca e babe com o que a molecada faz.

Caos Focado, fundado por Três Jovens que trazem no sangue o componente secreto da criatividade, têm corações que bombeiam inovação para corporações quadradonas. Eles foram beber na fonte dos melhores design thinkers do mundo e mesclaram processos de desenvolvimento criativo sintetizando uma fórmula que deixaria a IDEO com inveja. São líderes no ranking de competições criativas e trabalham com grandes clientes que dependem destes caras para sairem do armário, ops… digo, pensarem fora da caixa.

Lasse Koivisto, que recentemente tomou as rédeas do business de uma empresa que tem prestado, dia após dia, religiosamente, por 10 anos, serviços terceirizados de tecnologia em prontuários pro HC – Hospital das Clínicas. Até então, antes do Lasse, a empresa não havia saido dos corredores de espera do hospital, largada em algum canto escuro, na esperança de um reconhecimento milagroso pelos ótimos serviços prestados. Mas quem é “faz a hora, não espera acontecer”. E o Lasse “É”, em poucos meses colocou a empresa no radar como uma das empresas que mais inovam no setor médico e tem explorado os mercados azuis da sua área. Nâo tenho dúvidas, que se o Lasse seguir na rédea curta com a ProntMed, esta vai faturar dezenas de milhões em poucos anos.

Daniel Medeiros, que se encantou pelo trabalho acadêmico de dois phds que desenvolveram um “nariz eletrônico”, ou seja, um método que identificava e classificava o odor/vapor que saem de objetos sólidos. O Daniel fez com que um experimento de bancada que ocupava o espaço de um laboratório coubesse num protótipo do tamanho de um celular, encontrou uma necessidade específica , pois este aparelho iria permitir aos agentes florestais fazerem análise instantânea do tipo de madeira extraida no meio do Amazonas, descobrir na hora se aquilo era legal ou ilegal. Revolucionaria o processo tradicional que leva mais de dois dias. Mas será que isso ia ajudar mesmo? Bom, a carta que ele teve de recomendação do presidente do IBAMA para endossar sua entrada no processo de financiamento junto a FINEP deve valer alguma coisa. Pois bem, o Daniel ficou a ver navios porque era muito novo e inexperiente segundo o avaliador da Finep que prefiria que os tais dois phds tivessem levado o projeto adiante. Os dois ratos de laboratório teriam feito o que o Daniel fez? Saberiam espalhar o “nariz eletrônico” mundo afora? Aham, senta lá, claudia.
Após este balde d’água fria na cabeça, restou ao Daniel aceitar a bolsa integral que recebeu de uma das mais renomadas instituições de apoio ao empreendedorismo para fazer seu curso de especialização. Não, essa instituição não fica no Brasil, ele teve que rumar pras Europa. Talvez agora ele se transforme neste empreendedor super-herói que procuram, pois o que ele demonstrou até agora parece ter valido nada.

Renan Carvalheira, que entrou como um estagiário pra fazer volume na rocket e se tornou rapidamente um dos principais responsáveis pela wimdu dar tanto trabalho pro airbnb. É um dos caras mais “hard worker” que eu conheço, imparável. Agora está atacando com outros uspianos em um dos projetos mais inovadores que eu vi nos últimos tempos, projeção global for sure. Vejo a poptask como uma solução pra um tremendo problema das marcas que é como elas se relacionam “um a um” com seuss clientes de modo divertido nas redes sociais sem aumentar a estrutura de “call center” virtual para suportar as campanhas. Quanto tempo vai demorar pra um V-C perceber o valor desses caras? Se é que vai. Talvez o projeto morra como sendo uma brincadeira de jovens universitários.

Jonny Ken, formado em biologia, começou a blogar por gosto e desenvolveu habilidades de programação pra ajudá-lo no hobby. Acabou fazendo da diversão sua profissão e hoje tem um dos projetos mais conhecidos na internet tupiniquim, o migre.me. Detalhe, faz isso do quarto da sua casa.

Arthur Cruz, este não é empreendedor, afinal trabalha do outro lado da mesa, é estagiário de um VC. Bom, mas ver o que este menino, estudante de contabilidade, cresceu e realizou em tão pouco tempo só reforça minha crença que empreendedores são aqueles que com poucos recursos produzem coisas maravilhosas, e segundo esta definição o cara é um baita empreendedor. Este moleque entrega, ajuda no desenvolvimento de portfólio de grandes startups, daquelas que lemos frequentemente as notícias nos blogs, sabe todas operações de cor tendo adquirido conhecimento que deixa managers de certos VCs no chinelo. E merece cada voto de confiança depositado por seus empregadores, pois é um profissional comprometido, acima da média e leal. Também é um dos grandes responsáveis pelo NEU – Núcleo de Empreendedores da USP se manter ativo, tendo papel fundamental no amadurecimento do Startupapo. É certamente um cara que adoraria ter ao meu lado, somando no desenvolvimento do helpin. Aliás, Arthur, está convidadíssimo para vir fazer parte do nosso time. Larga deste VC aí e vem fazer parte do helpin. Aceite este novo desafio e passe pro lado da mesa que tem mais a ver com você.

Giulianna Perrotti, para maioria apenas uma estagiária em uma dessas consultorias pomposas, mas pra mim é uma das principais provas de que nós homens não teríamos chance no mercado frente as mulheres se elas resolvessem realizar o potencial que trazem consigo. Esta garota realiza! Giu, vale o convite do Arthur pra você. Vem pro Helpin também.

Essa Lista ainda vai ser atualizada com alguns outros nomes, e ela ainda não vai estar acabada, porque nós temos ótimos empreendedores espalhados nos quatro cantos do Brasil. Não aceitem VCs ou seja lá quem for defamar aqueles que dão o sangue pra fazer algo de valor pra sociedade, construindo riqueza, prosperidade e conhecimento onde nada existia.

Obrigado EMPREENDEDORES

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